segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Novembro*

Dos melhores do ano, com muitas revisões e lembrança especial para Jean-Claude Brisseau. Entre os filmes, links para os dois textos mais recentes, sobre Cosmópolis (2012) e Coisas Secretas (2002).

23. Time (2006), de Kim Ki-duk (DVDRip) (**)
22. Arca Russa (2002), de Aleksandr Sokurov (DVDRip) (**)
21. Aquele Querido Mês de Agosto (2008), de Miguel Gomes (DVDRip) (**1/2)
20. As Aventuras do Sr. Hulot no Tráfego Louco (1971), de Jacques Tati (DVD – Sala Walter da Silveira) (**1/2)
19. À Aventura (2008), de Jean-Claude Brisseau (DVDRip) (**1/2)
18. 39 degraus (1935), de Alfred Hitchcock (BDRip) (***)
17. Cada um com seu cinema (2007), de vários diretores (DVDRip) (***)
16. Berlin Alexanderplatz – Parte 6 (1981), de Rainer Werner Fassbinder (DVDRip) (***)
15. Berlin Alexanderplatz – Parte 7: Um juramento pode ser amputado (1981), de Rainer Werner Fassbinder (DVDRip) (***)
14. Cosmópolis(2012), de David Cronenberg (BDRip) (***)
13. 007 – Operação Skyfall (2012), de Sam Mendes (Cine Santa Clara) (***)
12. Coração Selvagem (1990), de David Lynch (BDRip) (***)
11. Boogie Nights (1997), de Paul Thomas Anderson (DVDRip) (***1/2)
10. Boda Branca (1989), de Jean-Claude Brisseau (DVDRip) (***1/2)
9. Mad Men S05E11 – The Other Woman (2012), de Phil Abraham (HDRip) (***1/2)
8. Mad Men S05E13 – The Phantom (2012), de Matthew Weiner (HDRip) (***1/2)
7. Halloween (1978), de John Carpenter (BDRip) (***1/2)
6. Mad Men S05E12 – Commissions and Fees (2012), de Chris Manley (HDRip) (***1/2)
5. Hair (1979), de Milos Forman (BDRip) (****)
4. Edward Mãos de Tesoura (1990), de Tim Burton (BDRip) (****)
3. Os Anjos Exterminadores (2006), de Jean-Claude Brisseau (DVDRip) (****)
2. Coisas secretas (2002), de Jean-Claude Brisseau (DVDRip) (****1/2)
1. Faces (1968), de John Cassavetes (BDRip) (****1/2) 

* Texto disponível também no cinematotal/la.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Bolha blindada*


A sensação de estranheza com Cosmópolis (Cosmopolis – Canadá/ França/ Portugal/ Itália, 2012) me parece vir não só do retorno de David Cronenberg a ela.

Primeiro, a decepção inicial de vê-lo depois de assistir a trailer que traz a lembrança de alguns de seus filmes mais vigorosos. Se formos para um sentido mais hollywodiano do termo, a ação do filme pode ser resumida no minuto e meio de vídeo promocional.

Em compensação, não dá para dizer que Cosmópolis é irmão de Um Método Perigoso (2011), o último trabalho de Cronenberg, nem que é um filho bastardo de Crash – Estranhos Prazeres (1996), onde ele mistura tão bem personagens misteriosos com sexo e tecnologia, um rumo que o trailer nos faz crer possível para este aqui.

Dessa vez o foco está numa crise pessoal de Eric Packer (Robert Pattinson), alguém que precisa empobrecer se quiser ficar bilionário, mas longe de ser tratado como o pobre menino rico.

Dentro de limusines que enxerga como apartamentos, ele passa por esposa, amantes e empregados de forma assustadoramente impessoal. O tesão, a tecnologia e a violência, a trinca com a qual Cronenberg lida tão bem, influencia aqui de uma maneira diferente, especialmente se pensarmos na linha de Scanners (1981), Videodrome (1983), e Crash (1996).

O dinheiro e o isolamento aumentaram, enquanto o prazer, tão importante para os personagens quanto presente no filmar, foi diluído no capitalismo.

Afinal de contas, embora não seja um panfleto que coloca a ideologia acima do cinema, temos um filme político. Desde a visita do presidente dos EUA, que chega numa cidade onde a coleção de limusines não é para ele, até o longo diálogo final. Uma crítica que culmina em situação que parece ser a única maneira de, após fazer parte de uma segregação como essa, ainda se ter uma companhia.

Quando em perspectiva com os melhores momentos de Cronenberg, Cosmópolis tem menos energia. Mais importante que a narrativa, o caminho para cumprir a ordinária missão de cortar o cabelo é marcado pelo tédio que vemos no rosto de Pattinson, e a bolha dificulta até para quem assiste. Mas é impossível não reconhecer o poder claustrofóbico, asséptico, crítico e bem cuidado das imagens, talvez as características mais marcantes no personagem que o filme persegue.

* Visto em BDRip, 13 de Novembro de 2012. Texto disponível também no cinematotal/la.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Dor e gozo sem limites*


A apresentação de Jean-Claude Brisseau a Coisas Secretas (Choses Secrètes, FRA, 2002) é simples.

Uma mulher nua, deitada na cama, aos poucos se levanta e caminha sobre um palco, onde logo depois começa a se masturbar. A câmera a acompanha até o momento em que mostra uma plateia e, ao fundo, uma atendente, que olha tudo e descobrimos ser a narradora do filme.

Finalizado o espetáculo, temos o princípio de amizade entre Nathalie (Coralie Revel), a stripper, e Sandrine (Sabrina Seyvecou), antes espectadora privilegiada, ambas postas para fora e que passam a morar juntas. A primeira é mais velha, segura e com ar professoral; a segunda é uma jovem que pouco sabe de orgasmos, mas que percebemos ser uma ótima aprendiz.

Uma visão limitada da primeira hora do filme pode fazê-lo parecer um manifesto feminista, mas ele deixa claro que vai para algo além do puro sexismo.

Se por um lado ele é pele e contato, ele também é sangue. Para Nathalie e Sandrine, os fins justificam os meios, mas esses meios envolvem relações afetivas, e as duas são feitas de carne e osso, diferente do que aparenta o contraponto do filme. Alguém cujo trauma na infância tenta explicar o que se tornou, um misantropo que parece formado apenas por caracteres, e que tem como prioridade o cruzamento da luxúria com a libertinagem. Mas sem prazer.

Verdade que os franceses parecem ter sensualidade e cinema impregnados no DNA, e que Brisseau (de 1944, meio herdeiro e meio responsável por essa herança) consegue estar acima da média de compatriotas e contemporâneos, mas as Coisas Secretas são mais sobre o que está por trás de toda essa libido.

Soa descartável início de narração em reencontro final, como às vezes pode soar excessivamente solene a trilha sonora, mas estamos diante de um universo onde nada é moderado.

Seja com o sexo ou com a dor, o que temos são sentimentos e sensações extremas, expostas através de corpos filmados com intensidade absurda. Formidável.

* Texto também disponível no blog do Cinema Total / LA.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Outubro

18. As Amazonas na Lua (1987), de vários diretores (DVDRip) (Incompleto)
17. This is Spinal Tap (1984), de Rob Reiner (BRRip) (**)
16. Salve-se quem puder (A Vida) (1980), de Jean-Luc Godard (DVDRip) (**1/2)
15. Berlin Alexanderplatz – parte 5: Um ceifador com a violência de nosso senhor (1980), de Rainer Werner Fassbinder (DVDRip) (**1/2)
14. Os Olhos sem Rosto (1960), de Georges Franju (BRRip) (**1/2)
13. Metropolitan (1990), de Whit Stillman (DVDRip) (**1/2)
12. The Hot Spot (1990), de Dennis Hopper (DVDRip) (***)
11. Família Rodante (2004), de Pablo Trapero (DVDRip) (***)
10. Febre do Rato (2012), de Cláudio Assis (Auditório da Uesc – DVD) (***)
9. Mad Men S05E10 – Christmas Waltz (2012), de Michael Uppendahl (HDRip) (***)
8. Mad Men S05E09 – Dark Shadows (2012), de Scott Hornbacher (HDRip) (***1/2)
7. Mad Men S05E08 – Lady Lazarus (2012), de Phil Abraham (HDRip) (***1/2)
6. Casamento ou Luxo (1923), de Charles Chaplin (DVDRip) (***1/2)
5. Boneca de Carne (1956), de Elia Kazan (TVRip) (***1/2)
4. Senna – versão estendida (2010), de Asif Kapadia (BRRip) (***1/2)
3. Jules e Jim (1962), de François Truffaut (BRRip) (***1/2)
2. Mad Men S05E07 – At the Codfish Ball (2012), de Michael Uppendahl (HDRip) (****)
1. Era uma vez na América (1984), de Sergio Leone (BRRip) (****)

sábado, 6 de outubro de 2012

Cinema em série*


Mad Men é uma anomalia do bem.

Não é exatamente divertida, nem tem um protagonista ultra carismático, como no caso de Big Bang Theory (Jim Parsons) ou Californication (David Duchovny), por exemplo. Não tem serial killer, não tem sobrenatural, não tem maniqueísmo. Dá para dizer até que todo mundo tem caráter duvidoso o suficiente para não se criar uma empatia pública. Ou seja, Mad Men pouco ou nada tem que, de antemão, já atraia a curiosidade de um grande público. Mas, ainda que se pondere o fato de ser exibido em uma TV a cabo (AMC), ele se mantém com episódios que são no mínimo bons média metragens e que, no sétimo episódio da quinta temporada, resume a série e beira a perfeição.

Está ali tudo de bom que tivemos nos últimos cinco anos. Ótimas atuações, a direção com enquadramentos que conciliam o esmero e a fluidez, o não dito e o jogo de aparências, o lado podre da publicidade e da Nova Iorque dos anos 60. Só que tudo isso potencializado no episódio em que o ponto de vista é de Sally (Kiernan Shipka), uma criança.

O primeiro telefonema, a ida para a casa de Don (pai, Jon Hamm), o encontro com a madrasta e os pais franceses dela, o problema e a solução com um cliente, a discussão para ir ao baile, e o que acontece lá. Tudo isso intercalado com a ansiedade de Peggy (Elizabeth Moss), uma mudança em sua vida e a notícia dada a mãe, que nos leva de volta à premiação, onde uma mesa é palco de imagem simples e cheia de significado.

Depois tem-se um talvez descartável telefonema, cuja última palavra vem acompanhada de corte brusco que ela merece. Mas tudo o que leva a ele, naquela pouco mais de meia hora, é dos melhores momentos do ano.

* UFPV também disponível no http://cinematotal.com/la.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Setembro

Na lista do mês, passo a incluir séries, pelo menos aquelas em que paro o que estiver fazendo para me dedicar a um episódio na íntegra. No caso do mês, entram na cota Mad Men e Berlin Alexanderplatz, que é mais um (gigantesco!) filme dividido em 13 partes, como é anunciado em cada episódio. Sobre diminuição de textos, a culpa é da busca por frilas e a pré-produção de Lara, próximo curta metragem. Você também é bem-vindo aqui.

Abaixo, os filmes.

17. Rock of Ages (2012), de Adam Shankman (Cine Santa Clara) (**)
16. Nosso Dia Chegará (2010), de Romain Gravas (DVDRip) (**)
15. Pretty Girls All In a Row (1971), de Roger Vadim (TVRip) (**1/2)
14. Passion (1982), de Jean-Luc Godard (DVDRip) (**1/2)
13. Pina (2011), de Wim Wenders (BRRip) (**1/2)
12. Estado de Sítio (2012), de vários diretores (Youtube) (**1/2)
11. Fuga de Los Angeles (1996), de John Carpenter (BRRip) (**1/2)
10. Berlin Alexanderplatz – Parte 4: Um Punhado de Gente nas Profundezas do Silêncio (DVDRip) (***)
9. Mad Men (S05E06) (2012) (HD Rip) (***)
8. Hannah e suas irmãs (1986), de Woody Allen (BRRip) (***)
7. Um Verão Escaldante (2011), de Phillipe Garrel (DVDRip) (***)
 6. Berlin Alexanderplatz – Parte 2: Como Viver quando não queremos morrer? (1980) (DVDRip) (***)
5. Berlin Alexanderplatz – Parte 1: O Castigo Começa (1980), de Rainer Werner Fassbinder (DVDRip) (***)
4. Mad Men (S05E04) (2012) (HD Rip) (***1/2)
3. Mad Men (S05E05) (2012) (HD Rip) (***1/2)
2. Berlin Alexanderplatz – Parte 3: Uma martelada na cabeça pode ferir a alma (1980) (DVDRip) (***1/2)
1. A Noite Americana (1973), de François Truffaut (DVDRip) (****)

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Patologia romântica*



Longe de Salvador e com preguiça de ir ao Cine Santa Clara, recorro à Internet e à Tortura do Medo (Peeping Tom – ING, 1960), de Michael Powell.

Com roteiro de Leo Marks, também autor da peça em que se baseia o filme, é o tipo de filme em extinção.

Um homem (Mark Lewis, com ar de voyeur ingênuo trazido por Karlheinz Böhm) que trabalha como assistente de fotografia e quer fazer seu filme, tem um prazer pouco usual, que é o de observar e filmar reações de medo das mulheres antes de matá-las. É o que ele faz logo em primeira cena.

Percebemos que o assassino é um ser humano com aparência de civil inofensivo, capaz de despertar empatia no espectador, mas o foco não está no social.

Seja quando se apaixona, seja quando assassina, seja no final, ele se mantém fiel às imagens que deseja; imagens que são filmadas com inacreditável esmero.

Com já dezenas de filmes dirigidos até ali, é fantástica a capacidade de Powell lidar com enquadramento, câmera e luz (fotografia de Otto Heller). Ele parece buscar um nível que seja tão raro quanto o que o personagem quer filmar. E embora não possa afirmar quão incomum é esse tipo de deleite, dá para dizer que as imagens têm força difícil de ser atingida.

São mortes, pistas e despistes, que envolvem um ser com um histórico que reverbera e com duas paixões, que lutam para coexistir.

Em outra análise, pode-se divagar que seu prazer é um universo próprio, uma espécie de filme onde é possível existir sem qualquer tipo de moral, onde ela vem depois da satisfação pessoal. Já o apaixonar-se, que independe dele e se mistura com o perigo de ser pego pela lei, representa a vida real.

Nesse caso, logicamente, é complicada para ambas conviverem harmoniosamente. Enquanto elas tentam, vemos tensão que ainda incluem uma cega e um set de filmagem. O que é até esperado, em um filme onde a visão é fundamental, e onde o cinema não só é personagem, como é bem tratado.

* Originalmente publicado aqui. 

sábado, 1 de setembro de 2012

Agosto

12. Honor de Cavalleria (1996), de Albert Serra (DVDRip) (**)
11. O Nó – Ato Humano Deliberado (2012), de Dilson Araújo (DVD) (**1/2)
10. A Garota de Rosa Shocking (1986), de Howard Deutch (DVDRip) (**1/2)
9. L’equip petit (2012), de Roger Gómez e Dani Resines (Vimeo - curta) (***)
8. Bahêa Minha Vida (2011), de Marcio Cavalcante (DVDRip) (***)

7. Para Roma, com Amor (2012), de Woody Allen (Cinema do Museu) (***)
6. Como Loucos (2011), de Drake Doremus (DVDRip) (***)

5. American Master: A Tribute to Elia (2010), de Martin Scorsese e Kent Jones (DVDRip) (***1/2)
4. May (2003), de Lucky Mckee (DVDRip) (***1/2)
3. Gremlins (1984), de Joe Dante (Blu-Ray Rip) (***1/2)
2. A Tortura do Medo (1960), de Michael Powell (BRRip) (****)
1. Na Cidade de Sylvia (2009), de José Luis Guerin (DVDRip) (****1/2)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Beleza e penitência*

Créditos costurados, pedaços de boneca caindo, sangue, grito, uma criança com olho preguiçoso, e um conselho da mãe.

“Se não consegue fazer amigos, construa-os”.

Assim começa May – Obsessão Assassina (May – EUA, 2002), longa de estreia de Lucky Mckee que pode levar muita gente a encontrar metáforas e simbolismos, mas que não é o tipo de filme que se importa mais com um suposto debate posterior que com suas imagens e o que elas têm a dizer.

Existe o conflito, o que leva a personagem a ter um comportamento estranho que, com o decorrer do filme, só piora. Também existe muito sangue e os momentos em que pode ser difícil manter os olhos na tela. No entanto, May não se limita a uma história que envolve vingança e a um visual gore, como milhões de outros aí afora.

Vemos assassinatos estilosos, porém vemos um ser que é tão esquisito, por desejos e falhas pouco usuais, quanto humano, por ter desejos e falhas.

May não é um psicodrama hipster, e sim um filme que usa um gênero (gore), um sentido (visão) e um sentimento base (solidão e derivados), não importa se você conhece ou não o novo sucesso indie da música e do cinema. Sua deficiência e sua criação potencializaram frustrações, mas May sente raiva, desejo e se decepciona, como qualquer ser humano.

Um retrato cruel, como seria inevitável em meio aos problemas que vão da genética à mãe. Só que também um retrato doce, e maior prova disso é a última sequência, quando dor, carência e carinho convivem harmoniosamente. É um desfecho que mistura bem beleza e penitência, como o resto do filme.

(Originalmente publicado na Clitoris - Ed. 5.)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Julho

12. Correspondencias – Jonas Mekas / J.L. Guerin (2011), de Jonas Mekas e José Luis Guerin (curta) (**)
11. Na Estrada (2012), de Walter Salles (Espaço Unibanco – Cine Glauber) (**)
10. Louca Escapada (1974), de Steven Spielberg (DVD) (**1/2)
9. Razão e Sensibilidade (1995), de Ang Lee (DVD) (**1/2)
8. Sociedade dos Poetas Mortos (1989), de Peter Weir (DVD) (***)
7. Rocky – Um Lutador (1976), de John G. Avildsen (DVD) (***)
6. A Guerra Está Declarada (2011), de Valérie Donzelli (DVDRip) (***)
5. Rio Grande (1950), de John Ford (***1/2) (DVD)
4. Adivinhe Quem Vem Para Jantar (1967), de Stanley Kramer (DVDRip) (***1/2)
3. Drive (2011), de Nicolas Winding Refn (Blu-Ray Rip) (****)
2. Vá e Veja (1985), de Elem Klimov (DVDRip) (****1/2)
1. Bastardos Inglórios (2009), de Quentin Tarantino (DVD) (****1/2)